Felino que virou fofoca e até preocupação em Parauapebas tem “fiscalizado” de longe obras que população chama de “sebosas”. Grande gato evita flashes e buraqueira deixada pelo “desgoverno” do Doido, mas está de olho na cachorrada que vem ocorrendo na prefeitura, em especial em “caititus” empoderados por Aurélio Goiano para compor sua equipe nada técnica. Em meio à farra com dinheiro público na Semma e na Semurb, dona onça só quer sobreviver.
O fuzuê envolvendo a onça-pintada (Panthera onca) vista circulando pelo Bairro Nova Carajás, no perímetro urbano de Parauapebas, diz muito sobre as mazelas e falcatruas perpetradas pela gestão de Aurélio Goiano em diversas áreas, como meio ambiente e urbanismo. Assim como a população local, a onça é mais uma vítima do desequilíbrio ambiental impulsionado por políticas equivocadas, do desequilíbrio administrativo e de um prefeito desequilibrado.
A pantera resolveu “fiscalizar” serviços públicos — considerados “sebosos” pela população — feitos pela decadente “equipe técnica” do autoproclamado “Doido”. O fracasso na política ambiental local é evidente, o que leva felinos de grande porte a perderem o medo de passear pela cidade. Mas com ressalvas: até a onça (e essa é de verdade) parece ter medo de cair nos buracos que a Secretaria Municipal de Obras (Semob) vem deixando em Parauapebas.
Vale ressaltar que o registro de onças-pintadas e suçuaranas na área urbana da Capital do Minério não é exatamente uma novidade, visto que elas já foram — e têm sido — percebidas perambulando pelos bairros Liberdade, União, Primavera, VS-10 e Cidade Jardim, sempre em perímetros próximos ao Rio Parauapebas ou a algum de seus afluentes.
Além disso, Parauapebas virou notícia nacional na década de 1990 após uma criança ser atacada e morta por uma suçuarana enquanto brincava no quintal de casa, no Núcleo Urbano de Carajás.
Milhões jogados no mato e no lixo
Em Parauapebas, depois que Aurélio Goiano e sua esculhambada trupe ingressaram na prefeitura, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) sucumbiu. Desde 1º de janeiro de 2025, a Semma torrou R$ 3,35 milhões, mas não se sabe com o quê exatamente, já que nada de relevante, do ponto de vista ambiental, vem sendo exibido.
Quando contrariam o “jogo” da inadequada equipe nada técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, servidores efetivos são assediados, relotados à revelia e até vão parar na delegacia para registrar boletim de ocorrência contra desmandos e cambalachos de superiores que, no mais das vezes, não sabem sequer onde fica a ponta do nariz.
Não muito distante das patifarias da Semma, está a Secretaria Municipal de Urbanismo (Semurb), comandada por um forasteiro sem competência e totalmente alheio à realidade de Parauapebas. Desorganizada e com perda de utilidade, a Semurb já torrou R$ 164,6 milhões desde 2025, parte dos quais com dispensas de licitação que beiram o deboche.
É o caso dos pagamentos à tal Ambiental Novo Ciclo, empresa com sede em Marabá que já arrastou, mole-mole, assustadores R$ 23,08 milhões dos cofres de Parauapebas, a pretexto de execução de uns tais “serviços de roçagem, poda, limpeza e manutenção de canais, lagos e galerias”, que a população local não sabe onde vêm sendo feitos.
A forasteira Ambiental Novo Ciclo embolsou da Semurb de Parauapebas R$ 10,88 milhões no ano passado e R$ 12,2 milhões este ano, até o momento, no que se configura um dos maiores esquemas de contratação emergencial fabricada da história da Capital do Minério. O último pagamento feito pelo que a população chama de “desgoverno do Doido” à empresa foi na semana passada, no dia 4, no valor de R$ 1,113 milhão, com royalties de mineração.
Cidade suja e malcuidada: loucura!
Enquanto isso, a cidade de Parauapebas continua esburacada, suja, com canteiros cheios de mato e aspecto de faroeste, como uma jovem iludida, violentada e mais uma vez abandonada.
É por isso que até a dona onça-pintada tem se escondido nas matas que circundam as bandas da Nova Carajás. A fera evita andar pelas ruas do bairro por razões até compreensíveis: não ter o desprazer de se deparar com Aurélio Goiano, que mora no bairro; e não se acidentar na buraqueira que assola as vias daquele logradouro onde vivem mais de 20 mil habitantes.
O felino tenta se esquivar da “seboseira” deixada em serviços realizados ao arrepio da lei pela náufraga “equipe técnica” do “Doido” e evita flashes nos matagais que a Semurb vem pagando milhões para roçar, mas não consegue explicar os gastos surreais.
Em meio à zona e à cachorrada que se tornou a administração do ainda rico — mas em vias de falência — município de Parauapebas, com os piores “caititus” de outrora escalados numa precária “equipe técnica”, a onça-pintada, coitada, que lute para sobreviver e suportar a tragédia pública e notória da gestão atual por mais dois anos e meio de bagunça, imoralidade, improbidade e caos.




