Semsa, chefiada pelo sem currículo Jandson Rodrigues, é a mais endividada de todas, com obrigações de R$ 53 milhões na praça. Troféu de prata, por dívida de quase R$ 6 milhões, é do Prosap, comandado pelo amador Gerfleson Carvalho, que serve aos caprichos de dois “senhores” (Glauton e Michel Carteiro). E medalha de bronze, por dívida de R$ 5 milhões, está com Semurb, que tem como titular Herlon Soares, forasteiro que não sabe o que está fazendo. O que a desastrosa trupe do “Doido” fez com tanto dinheiro, a ponto de endividar secretarias?
Sem serviços minimamente razoáveis prestados, sem conseguir justificar gastos milionários, sem se envolver em polêmicas e trambiques, sem conseguir deixar de fazer compras diretas e sem secretário competente para ocupá-las. Essa é a sina de algumas das secretarias que prestam — ou deveriam prestar — serviços essenciais à sociedade de Parauapebas.
Elas estão agonizando e seus titulares estão ajudando a falir a rica Prefeitura de Parauapebas, sem pudor, sem corte e sem censura. Nesta terça-feira (9), a precária gestão de Aurélio Goiano, que se identifica como “Doido”, devia R$ 80,605 milhões na praça, montante muito alto para seis meses incompletos do ano, justamente no momento em que a receita do município se encontra em baixa.
O portal Notícias de Parauapebas analisou o combo de empenhos, liquidações e pagamentos feitos por todas as secretarias do município este ano e concluiu: o cenário é absurdo. Pelo menos sete pastas devem mais de R$ 1 milhão na praça, o que é injustificável perante a “qualidade” dos serviços que vêm sendo entregues a Parauapebas.
Alguns secretários até se notabilizam pela incompetência à frente do cargo e pela péssima gestão de recursos públicos. É o caso do titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), o paraquedista Jandson Rodrigues, que ninguém em Parauapebas sabe de onde veio ou para onde vai, mas que ainda assim conseguiu deixar a pasta que comanda endividada em R$ 53,198 milhões no momento.
A Semsa já torrou R$ 214,15 milhões este ano, mas ninguém consegue explicar como e com o quê. O dinheiro simplesmente sumiu, enquanto a saúde está na UTI e a gestão do “Doido” encontra-se em estado vegetativo.
Prosap deve quase R$ 6 milhões
O atual coordenador do Programa de Saneamento Ambiental de Parauapebas (Prosap), Gerfleson Carvalho, que há anos vive pendurado na barra da saia da prefeitura, é uma espécie de testa de ferro de dois “senhores”: o incompetente secretário de Fazenda Glauton de Sousa e o vereador sem pauta Michel Carteiro.
O conchavo nocivo que alçou Gerfleson — sem qualquer currículo técnico relevante — ao Prosap está custando caro aos cofres públicos: o programa está devendo R$ 5,822 milhões a fornecedores, de acordo com dados do Portal da Transparência. Mas a gestão tenta mascarar a realidade, com propagandas ilusórias e mentirosas, ao passo que a população detona o que chama de “desgoverno” 24 horas em grupos de WhatsApp e no Instagram.
Depois que o prefeito Aurélio Goiano assumiu o poder, o Prosap praticamente parou. Ainda assim, este ano o órgão já torrou R$ 36,96 milhões. O programa, não é demais lembrar, é um investimento megamilionário por meio do qual outros “sem futuro” da gestão passada endividaram Parauapebas pelas próximas gerações a pretexto de ofertar saneamento básico, o que nunca chegou ao cidadão comum. O esgoto segue correndo a céu aberto e ainda conta com a mãozinha da “equipe técnica” de Aurélio Goiano, que está enterrando a cidade “a cem metros de fundura”.
Semob e Semas gastam adoidado
Outros “ilustríssimos” gestores da tragédia e do caos com o dinheiro público são os titulares das secretarias de Assistência Social (Semas), Urbanismo (Semurb), Segurança Institucional (Semsi) e Governo (Segov), bem como da Chefia de Gabinete.
Renato Aguiar, o “ungido” da vereadora sem assunto Graciele Brito para a Semas, conseguiu endividar a Semas e tornar a pasta um antro de “caititus”. A Semas já desapareceu com R$ 23,677 milhões do Fundo Municipal de Assistência Social e, não obstante a gastança, ainda está devendo R$ 4,304 milhões na praça. Um horror social.
Na Semurb, comandada por Herlon Soares, a dívida é de R$ 4,952 milhões em uma secretaria que já deu “chá de sumiço” em R$ 61,48 milhões. O montante inclui os gastos e as dívidas do Fundo Especial de Custeio de Iluminação Pública (Fecip).
Fora do rol das dívidas milionárias, a Secretaria Municipal de Obras (Semob) deve R$ 441,5 mil, após ter torrado R$ 58,04 milhões este ano. Comandada por Roginaldo Rebouças, a pasta não consegue exibir qualquer serviço relevante à comunidade. Roginaldo é o personagem da trupe do “Doido” que nunca conseguiu explicar à população o “golpe” da famosa “ponte fantasma”, pela qual pagou R$ 1,5 milhão por uma ponte que jamais existiu. O caso foi parar na justiça.
A lista de dívidas na gestão sem rumo de Aurélio Goiano é grande e atesta o fracasso que se tornou a condução do município, onde vereadores tomam conta de secretarias e indicam puxa-sacos sem currículo e experiência anterior no serviço público, o que tem levado o município de Parauapebas a uma quebradeira que parece não ter fim.
MUNICÍPIO RICO, MAS ENDIVIDADO [E QUEBRADO]: DÍVIDA DAS SECRETARIAS
(diferença entre notas liquidadas e efetivamente pagas)
1ª Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) —R$ 53,198 milhões
2º Programa de Saneamento Ambiental de Parauapebas (Prosap) —R$ 5,822 milhões
3ª Secretaria Municipal de Urbanismo (Semurb) —R$ 4,952 milhões
4ª Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) —R$ 4,304 milhões
5ª Secretaria Municipal de Segurança (Semsi) —R$ 2,556 milhão
6º Gabinete do Chefe do Poder Executivo (Gabin) —R$ 2,246 milhões
7ª Secretaria Especial de Governo (Segov) —R$ 1,296 milhão
8ª Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz) —R$ 963,82 mil
9ª Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) —R$ 960,86 mil
10ª Secretaria Municipal da Mulher (Semmu) —R$ 778,01 mil




