Capital do Minério vai receber menos de R$ 30 milhões, enquanto Terra Prometida vai embolsar mais de R$ 60 milhões. Canaã tem Josemira Gadelha, prefeita que trabalha dia e noite para melhorar as condições de vida de seu povo. Parauapebas tem Aurélio Goiano, prefeito que mente adoidado, prometeu uma tal reconstrução, escalou uma incompetente “equipe técnica” e, agora, enterra a cidade a “cem metros de fundura”. O resultado disso não poderia ser diferente: royalties disputam com popularidade do “Doido” quem cai mais rápido e ao pior nível da história.
Pela primeira vez na história, a cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) de Parauapebas vai ser menos da metade da de Canaã dos Carajás, município parido das entranhas da Capital do Minério. O acontecimento é inédito e inaugura uma tendência que será rotina até 2030.
A Cfem de Parauapebas enfrenta seu pior momento desde a mudança, em 2019, da alíquota incidente sobre o ferro, principal produto comercial da Capital do Minério. Já a compensação da Terra Prometida vive o apogeu, com recolhimento 109% a mais que o do município-mãe.
O portal Notícias de Parauapebas calculou nesta quinta-feira (7) que a receita dos famosos royalties de mineração será de R$ 29,628 milhões neste mês de maio para Aurélio Goiano e sua trupe torrarem à vontade. O valor, que será creditado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) à conta da prefeitura local nos próximos dias, está 74% abaixo dos R$ 114,783 milhões embolsados em maio de 2021.
Em Canaã dos Carajás, por outro lado, o faturamento este mês é de magníficos R$ 61,986 milhões, no que se traduz o segundo melhor maio da curta história local, só atrás dos R$ 79,541 milhões recolhidos em maio de 2021, no auge da cotação minério de ferro.
Até Marabá, Capital Nacional do Cobre, quase igualou a Capital do Minério. Lá, a administração municipal vai abocanhar R$ 21,233 milhões por produção, sem contar a cota-parte que Marabá recebe por ser diretamente impactado pelo traçado da Estrada de Ferro Carajás (EFC), por onde passa o ferro extraído em Parauapebas, Canaã e Curionópolis.
Já o município sede do imortal garimpo de Serra Pelada vai receber R$ 5,386 milhões em Cfem.
Royalties somem em meio a rolos
Em Parauapebas, mesmo menos dinheiro em caixa não significa menos trambiques por parte do governo de Aurélio Goiano, autodenominado “Doido”. Sem ter a mínima noção de planejamento e cercado de secretários incompetentes, que ele diz ser “equipe técnica”, o prefeito já fez a mágica de desaparecer com mais de R$ 3,3 bilhões em recursos públicos, desde o ano passado, sem mostrar qualquer resultado à população em áreas essenciais como infraestrutura, saúde, educação, saneamento básico, segurança e assistência social.
Quem conheceu Parauapebas noutros tempos hoje nota que a cidade está em condições tão precárias que é digna de “misericórdia”. Não por acaso, a rejeição ao governo do “Doido” passa de 80% em qualquer pesquisa que se faça. Muito “queimado”, o prefeito até tem evitado aparecer nas redes sociais para não ser chamado de mentiroso, apelido que não sai da boca do povo. A popularidade de Aurélio Goiano disputa com os royalties para ver quem despencou em maior velocidade e ao nível mais baixo da história administrativa local.