Caso da paciente grávida que morreu no HGP e repercutiu dentro e fora de Parauapebas não passou batido, mas não é isolado: em 2025, quando Semsa bateu recorde de gastos e ainda ficou devendo milhões para 2026, o número de óbitos de pacientes internados também foi recorde e 20,5% superior no comparativo com 2024. Amadorismo e incompetência na gestão mais coveira de todas estão condenando milhares de cidadãos a risco de não viver o amanhã
Uma gestão letal. Assim pode ser resumido o primeiro ano de governo de Aurélio Goiano e sua daninha equipe técnica na saúde pública. No ano passado, quando a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) consumiu R$ 565,93 milhões em recursos públicos e despejou R$ 178,11 milhões na conta da terceirizada que comanda o Hospital Geral de Parauapebas (HGP), o número de óbitos de pacientes internados no Sistema Único de Saúde (SUS) local disparou.
As informações fazem parte de um levantamento inédito realizado pelo portal Notícias de Parauapebas, que cruzou dados do Ministério da Saúde com o Portal da Transparência a fim de apurar a eficiência dos gastos na saúde pública oferecida pelo autointitulado “Doido” e seu ajudante de ordens Luiz Veloso, amador em gestão pública que atualmente chefia a Semsa.
Parauapebas bateu recorde de internações ano passado, com 12.877 pacientes dando entrada em estabelecimentos do SUS no município. Desse total, 382 faleceram, o que configura taxa de óbito de 2,97% — acima da média do Pará, que foi de 2,86%. De forma didática, é possível ilustrar que, de cada 100 pessoas que se internam em estabelecimentos de saúde públicos da Capital do Minério, três não vão voltar para casa.
É o pior resultado desde a pandemia de Covid-19, quando, no mundo inteiro, houve explosão de óbitos em decorrência de síndrome respiratória aguda grave que afetava algumas pessoas que contraíam o coronavírus.
Em 2025, primeiro ano de mandato de Aurélio Goiano, a mortalidade de pacientes internados deu salto de absurdos 20,5% na comparação com 2024, quando 317 pessoas em situação de internação na rede pública perderam a vida.
Farra e ineficiência de gastos
Diante de um cenário de hecatombe na saúde pública, fica a pergunta: por que e com o quê Aurélio Goiano e sua iludida equipe nada técnica gastaram tanto na Semsa?
Os R$ 565,93 milhões que a trupe do “Doido” torrou ano passado na pasta é maior que a arrecadação inteira de 90% das prefeituras do Brasil. Além disso, é 17% superior aos R$ 483 milhões pagos em 2024, último ano da gestão anterior, que nem de longe foi referência em saúde pública — ainda assim, menos pior que atualmente.
A Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura (Aselc), organização social que administra o HGP, consumiu 31,5% dos recursos da Semsa no ano passado, de acordo com dados do Portal da Transparência do Município de Parauapebas.
Dinheiro o governo Aurélio Goiano teve; só não teve gestão para fazer o correto e salvar a vida de centenas de pacientes. Inclusive, o que se gastou com saúde pública foi R$ 133,8 milhões acima (ou 31% além) do orçamento inicialmente previsto. E pasmem: 2025 encerrou, e a Semsa precisou empurrar R$ 10,6 milhões em notas liquidados para 2026, dada a falta de dinheiro para fazer frente à gastança.
A má gestão de recursos públicos se espalha por todos os lados na precaríssima administração de Aurélio Goiano. Sem transparência adequada e sem diálogo com a população, nenhum dos secretários da gestão atual consegue, sem gaguejar ou enrolar, explicar de forma convincente o que fez ou faz com tantos milhões recebidos.
Não é exagero dizer que o governo tem trabalhado e gastado muito para enterrar Parauapebas “a cem metros de fundura”, parafraseando falas do próprio prefeito Aurélio Goiano. E a população que se cuide: esse é apenas um “aperitivo” da gestão mais coveira que a Capital do Minério já viu.