Sabe por que os R$ 43 milhões em recursos da Cfem neste mês de março não vão dar para nada? Simplesmente porque governo do autoproclamado “Doido” anda distribuindo milhões e milhões a forasteiros e teve cara de pau de pagar auxílio-alimentação e auxílio-transporte com royalties, mesmo consciente de que é ilegal esse tipo de prática. E sim: relembrar é viver
Péssima notícia para o trapaceiro governo de Aurélio Goiano e sua improdutiva equipe técnica: a cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) que a Prefeitura de Parauapebas vai receber neste mês de março será a menor, até o momento, dá década. Com isso, haverá menos dinheiro disponível para tocar mutretas, falcatruas, rolos e cambalachos, como habitualmente vem ocorrendo.
O portal Notícias de Parauapebas fez os cálculos, com base em dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) ainda não consolidados, e concluiu que Parauapebas vai receber R$ 43,477 milhões em royalties de mineração, menos que a vizinha Prefeitura de Canaã dos Carajás, que vai embolsar R$ 51,306 milhões. Marabá (R$ 18,406 milhões) e Curionópolis (R$ 5,671 milhões) também vão receber uma grana razoável.
Em Parauapebas a situação é dramática. Os royalties de 2026, ano em que Parauapebas chega a 315 mil habitantes, são equivalentes aos de sete anos atrás, quando a Capital do Minério tinha 245 mil moradores. Com 70 mil pessoas a mais que em 2019 e para as quais garantir serviços públicos, a prefeitura se vê “rodada” para fazer mais com o mesmo valor de outrora — ou até menos.
Mas o prefeito Aurélio Goiano e sua trupe não estão preocupados se a educação está em franco retrocesso, se na saúde faltam medicamentos, se a infraestrutura está pior agora que antes, se na assistência social há folha de pagamento clandestina ou se as contratações de pessoal, sem processo de seleção válido, estão ao arrepio da lei.
Cfem usada para pagar folha
É certo que R$ 43 milhões não são pouca coisa para uma gestão minimamente responsável, mas o problema reside aí: a gestão de Aurélio Goiano é permeada de irresponsabilidade e ilegalidade. Basta ver a lambança que ele fez com a Cfem ao longo de 2025, quando usou R$ 53 milhões em folha de pagamento, precisamente em auxílios alimentação e transporte, que são verbas indenizatórias de natureza continuada.
Ao pagar folha com recursos dos royalties de mineração, Aurélio Goiano afrontou a Lei nº 7.990/1989, que proíbe o uso da Cfem em despesa com pessoal. O caso foi denunciado na justiça pela vereadora Maquivalda Barros (PDT), bem como ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União pelos deputados federal Keniston (MDB) e Rogério Barra (PL).
Diante de uma administração com forte apego à improbidade, à ilegalidade e à malversação, até os royalties de mineração estão sentindo a necessidade de “fugir” para evitarem ser consumidos, sem parcimônia, em pagamentos escusos e obscuros, como a distribuição de centenas de milhões a quem não tem compromisso com o desenvolvimento do município.
CONFIRA O HISTÓRICO DA CFEM EM PARAUAPEBAS NO MÊS DE MARÇO
2026 — R$ 43.477.817,29
2025 — R$ 50.934.197,46
2024 — R$ 70.588.013,77
2023 — R$ 48.606.766,32
2022 — R$ 133.382.337,17 (← recorde histórico de Cfem por produção)
2021 — R$ 95.434.058,23
(início da década atual ↑)
2020 — R$ 56.225.692,39
2019 — R$ 43.432.676,43
2018 — R$ 30.797.313,05
2017 — R$ 28.232.610,46
2016 — R$ 17.824.729,43




