Parauapebas

O MAIS RODADO: Aurélio Goiano tem mais horas fora de Parauapebas que urubu de voo

Sem contar escapadas para ir pescar, buscar ser um “novo homem” e se livrar dos problemas que ele mesmo causa ao município, prefeito passou praticamente dois meses fora da Capital do Minério, esbaldando-se em dinheiro público. Como resultado das andanças, ele foi motivo de escárnio e deu visibilidade negativa em nível mundial a Parauapebas, sobretudo durante a COP30, quando agrediu um repórter, foi expulso do evento e teve nome fichado em BO policial

Não está claro se foi bem um alívio para a população, que foi poupada de baixarias e polêmicas durante as ausências dele, ou se foi prejuízo ao erário, já que ele farreou demais com recursos públicos, mas o fato é que o prefeito Aurélio Goiano passou dois meses fora de Parauapebas em 2025, batendo perna por aí, sem lenço e sem documento. No ano passado, ele foi, literalmente, o prefeito mais rodado do Brasil, com mais horas acumuladas em ponte aérea que urubu tem de voo.

O portal Notícias de Parauapebas apurou que o peregrino gestor ficou 58 dias fora do município que governa, sem contar os dias dos traslados nem levando em consideração episódios de lazer, como suas tradicionais pescarias, e entretenimento, como no caso do retiro religioso do Movimento Legendários, em que o gestor sumiu da cidade sem dar explicação.

O autorreconhecido “Doido” consumiu R$ 45.600,00 em diárias, o equivalente a praticamente dois meses de salário como prefeito. Mas absolutamente nada trouxe de relevante a Parauapebas a não ser intrigas, picuinhas e um boletim de ocorrência policial contra si por agressão a um repórter durante à COP30, em Belém, ocasião em que ficou momentaneamente famoso por falar besteiras e demonstrar seu descontrole emocional e seu baixo nível do Pará para o mundo.

Confusão e baixaria por onde passou

Aurélio Goiano esteve Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e foi perambular até em Balneário Camboriú (SC), procurando chifre na cabeça de cavalo. A capital paraense, então, virou “caminho de roça” para o incompetente gestor. Ele tenta se agarrar a candidatos da situação e da oposição ao governo do Estado, numa falida estratégia inimiga da política: servir a dois senhores.

Sem qualquer credibilidade na praça, por mentir muito e por não honrar compromissos nem mesmo com seus “parceiros” de trapaças, Aurélio Goiano tem fechado as portas por onde passa e se isolado politicamente, uma vez que pouca gente ou quase ninguém confia no que ele fala ou o leva a sério — e esta é uma das razões pelas quais o prefeito é detestado até em enquetes de porta de boteco.

Enquanto o “Doido” curtia Brasil afora, hospedando-se em bons hotéis e adentrando em ambientes de tomadas de decisão importantes sem algo a contribuir, Parauapebas passou 2025 jogada às traças, com a deteriorada equipe técnica do prefeito protagonizando falcatruas e distribuindo milhões de reais a forasteiros.

Parauapebas quase chegou ao fundo do poço — ou a “cem metros de fundura” — empurrado por medidas de gestão atrapalhadas e com a orientação de amadores que até preferem ver o prefeito longe, viajando ou pescando, para eles agirem a sós na administração. Por ser dos males o menor, a ausência do “Doido” é incentivada até pelos que fingem lhe querer bem.