Parauapebas

Indígenas ‘prendem’ Maura Paulino e trupe da incompetência na Semed

 

Secretária torrou R$ 671 milhões ano passado e mais de R$ 225 milhões este ano, mas nada mudou. Pelo contrário: educação infantil foi precarizada, segundo dados do QEdu, e caça aos trabalhadores de salários mais baixos virou rotina para quem não lê a falida cartilha do “Doido”

Deu ruim para a desgastada secretária Maura Paulino nesta segunda-feira (8). Indígenas montaram campana no prédio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) desde cedo em protesto aos desmandos da fracassada e incompetente “equipe técnica” da educação. Maura e seus bajuladores estão “presos” por lá, e os indígenas dizem não ter pressa de sair.

Tudo começou após a demissão em massa de servidores da educação lotados nas aldeias, distantes até 300 quilômetros da sede de Parauapebas. Maura — que perde tempo tentando posar de “influencer”, mas não consegue convencer a ninguém — é a ordenadora de despesas por trás da onda de demissões.

A bomba estourou justamente após a palhaçada protagonizada pelo que a população chama de “desgoverno”, de demitir vigias, merendeiras, auxiliares de serviços gerais, motoristas de transporte escolar, monitores e assistentes pedagógicos, deixando escolas e alunos em situação crítica.

O sindicato que representa os professores da rede municipal paralisou nesta segunda, e os indígenas aproveitaram o ensejo para enquadrar a gestão da Semed por mentiras contadas e promessas não cumpridas.

Sem planejamento e sem gestão

Assessorada pela pior equipe pedagógica, de planejamento e de gestão de todos os tempos, Maura Paulino segue se queimando na tentativa de reinventar a roda, sem dar conta sequer de fazer o “feijão com arroz” da educação.

Embora a secretária tente pintar a realidade de anil, dizendo que a merenda e o transporte escolar melhoraram, ela não consegue persuadir a opinião pública, e a crise na rede pública de ensino vem se agravando desde o ano passado. Advogada de formação, Maura é profunda desconhecedora das leis e da sensibilidade que regem a educação básica.

Por outro lado, professores denunciam instabilidade e troca-troca de pessoal ocupante de cargos comissionados (secretários, coordenadores pedagógicos, diretores e vice-diretores) nas escolas. Quase 80% dos servidores comissionados da Semed em janeiro de 2025 já foram substituídos, o que revela a grave instabilidade de profissionais da rede, performando um roteiro antipedagógico inédito e que prejudica a dinâmica de ensino e aprendizagem, sobretudo na educação inclusiva.

Hoje, o currículo de Maura Paulino só tem um destaque: realizar os desejos mais insanos do prefeito Aurélio Goiano, autoproclamado “Doido” e apontado por dez entre dez moradores de Parauapebas como “prefeito de um mandato só”. Enquanto isso, os serviços públicos seguem sendo precarizados e o município agoniza em crise administrativa, política, financeira e moral.

Amanhã (8), os indígenas prometem intensificar o clamor em defesa de uma educação pública equilibrada e inclusiva na Câmara de Parauapebas. Eles estão se preparando para marchar para lá a fim de chamar a atenção para o caos e o descaso na Semed, onde a falta de planejamento e o descaso pedagógico dão o tom do fracasso.

Este portal Notícias de Parauapebas já havia cantado a pedra sobre o colapso na educação diante das mazelas que a gestão de Aurélio Goiano vem deixando por onde passa. E são mazelas erguidas sobre a montanha de recursos públicos da educação, da ordem de R$ 900 milhões, desde 2025. A sociedade inteira está pagando o preço pelo desgoverno.