Esse é mais um presente de grego antecipado pelo Dia do Professor, de um personagem cuja equipe técnica é mais perdida que cego em tiroteio. Muitos dizem que o gestor é prefeito de um mandato só. Enquanto isso, governo mente em propagandas de merenda com maquiagem; estudantes reprovam
A “reconstrução” da educação, enfim, começou. Nesta quinta-feira (9), a uma semana de celebrar o Dia do Professor, educadores pioneiros de Parauapebas receberam uma grave notícia: serão demitidos pelo prefeito Aurélio Goiano, que tanto fez para garantir o desmonte na rede municipal de ensino que conseguiu.
Um extrato de um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado entre a Prefeitura de Parauapebas e o Ministério Público publicado na edição de hoje do Diário Oficial estabelece a obrigação de o Município exonerar todos os servidores públicos concursados que se aposentaram pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e que, ainda assim, continuam em atividade.
São dezenas de profissionais — da educação, mas de outras áreas também — que contribuíram por uma vida inteira com o desenvolvimento de Parauapebas e que, nesta quinta, de forma desrespeitosa foram praticamente demitidos por e-mail. Muitos sequer acessam a caixa de entrada do e-mail com frequência.
A situação beira o absurdo e o ridículo, principalmente porque, nos últimos dias, o governo municipal tem feito propagandas exageradas sobre a merenda escolar, que é obrigação, para dizer que a alimentação servida atualmente está uma maravilha e que a educação é bela e feliz, o que não condiz com a realidade percebida pelos 48 mil estudantes da rede pública municipal tampouco por parte considerável dos trabalhadores de educação, muitos dos quais vítimas de assédio nas escolas.
A falta de noção é tão absurda, na tentativa de mascarar a educação real, que a “equipe técnica” de Aurélio Goiano promove vídeos de dispensas exagerada e propositalmente cheias, abrindo questionamentos sobre o desperdício de alimentos comprados com recursos públicos — muito embora não venham sendo adquiridos na forma de licitação regular, mas por meio de dispensas de licitação eivadas de indícios de irregularidades.
Bomba na educação
Não bastassem as maquiagens, agora vem a bomba no colo dos professores, praticamente às vésperas de celebrar o Dia do Professor, que transcorre na próxima quarta-feira, dia 15. Os educadores já discutem organizar um velório simbólico para protestar contra mais uma “maluquice” do prefeito Aurélio Goiano, que havia se comprometido com o presidente da Câmara, Anderson Moratório, este professor concursado, de não investir contra os servidores efetivos aposentados.
No fundo, para não se indispor diretamente com os profissionais, o governo criticado de Aurélio Goiano passou a trabalhar nos bastidores para desligar os profissionais. A dúvida que fica é se figurões da nada competente “equipe técnica” de Aurélio Goiano, que estão no mesmo balaio das exonerações, serão mesmo demitidos, uma vez que mais de 70% dos professores que vão ganhar o olho da rua teriam votado no “Doido”.
O distrato de pioneiros é a mais nova marretada de Aurélio Goiano, que muitos dizem tratar-se de prefeito de um só mandato — e olhe lá!