Empresas de fora abraçadas por Governo Aurélio Goiano não dispensaram sequer os centavos nos pagamentos das compras emergenciais. Porém, foram os megapagamentos, com valores superiores a R$ 1 milhão, que revelam cenário estarrecedor e levanta questionamentos sobre o uso do dinheiro público em meio à crise administrativa e à oferta precária de serviços públicos
É até difícil de acreditar, mas o governo de Aurélio Goiano — prefeito que se gaba de ser “Doido” — fez ao menos meia dúzia de pagamentos na casa de centavos por compras sem licitação. Sim, foram 20, 45, 50, 52, 56 e 61 centavos pagos pelas famosas compras emergenciais que Aurélio jurou de pés juntos que seu governo não faria de jeito algum. E Parauapebas caiu na esparrela.
Não só houve tais pagamentos, como também ficou claro que as empresas beneficiadas por contratos milionários — a maioria forasteira — não dispensam sequer os centavos da surrada Prefeitura de Parauapebas. Outros seis pagamentos de dispensas também chamam atenção por terem ficado na faixa entre R$ 1 e R$ 10, nos exatos valores de R$ 1,33, R$ 5,50, R$ 5,80, R$ 6, R$ 6,60 e R$ 8,22.
Mas os pagamentos que mais impressionam são os graúdos: Aurélio Goiano e sua avacalhada equipe técnica fizeram ao menos 63 com valores superiores a R$ 1 milhão pelas compras emergenciais. Três pagamentos superaram R$ 14 milhões e bateram recorde. Eles foram destinados à forasteira Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura (Aselc), que responde pelos serviços terceirizados do Hospital Geral de Parauapebas (HGP).
Secretarias viraram babéis de intrigas
O questionamento que fica é: além de beneficiar forasteiros, a população de Parauapebas foi contemplada na ponta com esses milhões pagos inadvertidamente por compras diretas ou o dinheiro público simplesmente foi pelo ralo?
Em um cenário de intrigas, picuinhas políticas e baixarias protagonizadas pelo chefe do Executivo, melhorar a qualidade de vida da população parece não ser a prioridade. É certo que serviços sociais básicos, como saúde, educação e infraestrutura, pioraram assustadoramente em meio à atual passagem do “furacão” que Aurélio Goiano chama de equipe técnica, a mais prepotente e igualmente despreparada que a Capital do Minério já viu.
As secretarias viraram verdadeiros babéis, onde cada “indicado” passa tempo formulando estratégias de queimar o “companheiro”, enquanto ordenadores de despesas marinheiros de primeira viagem fazem pagamentos ao arrepio da lei sem qualquer orientação adequada ou assessoramento técnico.
Ainda esta semana, o portal Notícias de Parauapebas vai mostrar o panorama de gastos com dispensas de licitação nas secretarias, onde a “bagaceira” foi feia. Teve secretaria que pagou mais de R$ 200 milhões em dispensas. Qual terá sido?





