Para tentar tirar foco de péssima gestão de Aurélio Goiano, ancião atacou prefeito Toni Cunha, que nada tem a ver com a cachorrada em Parauapebas. Mas Zé da Lata quase teve siricutico ao ser triturado por Zé do Bode, Fred e Maquivalda, pois não teve conteúdo para rebater fatos evidentes. Nas redes sociais, internautas chamam pai de Aurélio de “o Véi da Top Therm”, em comparação com uma certa apresentadora famosa, muito mais elegante e que não fala asneira
Sem conseguir colocar ordem no próprio galinheiro, o caquético vereador Zé da Lata (Avante), apelidado pela população de “Véi da Top Therm”, resolveu inovar para chamar atenção, já que suas vestimentas escalafobéticas já não causam mais tanto impacto negativo.
Encurralado pela oposição, que cobra trabalho e responsabilidade de seu filho, o prefeito Aurélio Goiano, Zé da Lata passou a atacar o prefeito Toni Cunha (PL), de Marabá, pelo fracasso no cumprimento de um Termo de Cooperação Técnica que envolve Parauapebas e Marabá em ações relacionadas à região do Contestado, nos limites entre os dois municípios. Esta não é a primeira vez em que Zé da Lata critica o gestor marabaense.
O Termo de Cooperação Técnica nº 1/2025 traz uma série de obrigações às gestões de Aurélio Goiano e Toni Cunha, mas, antes de culpar o prefeito de Marabá, o vereador Zé da Lata deveria cobrar deveres e obrigações a Aurélio Goiano, que está condenando e tentando enterrar a zona rural a “cem metros de fundura” na lama, principalmente neste inverno rigoroso.
O governo de Aurélio Goiano torrou R$ 41,73 milhões em 2025 em, supostamente, manutenção de estradas e pontes na zona rural. Este ano, já foram R$ 14,58 milhões em, supostamente, abertura e recuperação de estradas vicinais. Mas a população não viu essas supostas melhorias, que custaram mais de R$ 56 milhões aos cofres públicos.
Dever de casa?
Durante embate acalorado na sessão legislativa de ontem (24) com o vereador Frand Sanção (PL), que questionou o abandono da zona rural pelo prefeito Aurélio Goiano e o sumiço de tantos milhões sem qualquer explicação ou resultado, Zé da Lata ficou visivelmente destemperado e passou a usar como bode expiatório o prefeito Toni Cunha, que nada tem a ver com a decadência de Parauapebas nas garras do autoproclamado “Doido”.
“O prefeito Toni Cunha, se estivesse naquela audiência pública do Contestado… sorte dele que não estava lá porque a população falou tudo o que queria e devia”, disparou Zé da Lata, dizendo que o gestor do município vizinho “tem deixado a desejar”. “O dever de casa ele não está fazendo”, criticou o parlamentar, que acusou Fred Sanção de “passar a mão na cabeça” de Toni Cunha. “Só porque o cara é do seu partido”, vociferou.
Em Marabá, apesar das demandas urgentes e que não param de crescer, Toni Cunha trabalha e vê seu município prosperar, inclusive do ponto de vista da arrecadação, já que a Capital do Cobre está entre as 15 cidades brasileiras que mais enriqueceram no ano passado, enquanto Parauapebas, com Aurélio Goiano, foi a 4ª que mais perdeu receitas, segundo dados oficiais do Tesouro Nacional.
Não é a gestão de Toni Cunha que corre o risco de, a qualquer momento, receber visita de homens do Gaeco ou da Polícia Federal por má utilização de recursos públicos, inclusive verbas federais e royalties de mineração.
Desvio de finalidade na aplicação de dinheiro público, festival de dispensas de licitação e superfaturamento de itens da merenda escolar no governo de Aurélio Goiano já entraram no radar dos órgãos de fiscalização e controle, mas a preocupação de Zé da Lata é com a gestão do prefeito vizinho, e não a do próprio filho.
No decorrer da sessão, além de Fred Sanção, os vereadores Zé do Bode (União) e Maquivalda Barros (PDT) detonaram e rebateram mentiras e ignomínias do pai de Aurélio Goiano, que insiste em passar vergonha ao tentar colocar debaixo do tapete a sujeira do governo atual. Como a população de Parauapebas já sabe, Zé da Lata não tem pauta e trabalha como “faxineiro” do “desgoverno”.