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‘Bunitas do Doido’ furam fila de rescisões, mas pais de família ficam ao deus-dará

As incompetentes ex-secretárias Natália Oliveira e Beatriz Barbosa foram as últimas a sair do que a população chama de “desgoverno”, mas as primeiras a receberem gordas rescisões na negociata que privilegia a afundada “equipe técnica” familiar. Mulher do prefeito, também conhecida nas ruas como “a chata de galocha”, embolsou duas semanas após deixar cargo valor que daria para pagar a rescisão de 50 pais de família que ocupavam funções elementares

Enquanto milhares de servidores estão aperreados e ansiosos por receberem rescisão devido ao encerramento de contrato temporário ou por exoneração de cargo comissionado na Prefeitura de Parauapebas, a mulher e a irmã do prefeito Aurélio Goiano têm motivos para rir à toa da cara da população, principalmente dos trabalhadores da administração municipal. 

Conhecidas como “bunitas” entre servidores revoltados com a gestão, as duas “abençoadas” da família do autodenominado “Doido” mal foram exoneradas e receberam os “direitos” na velocidade da luz. O acontecimento escancara o “modus operandi” da gestão de Aurélio Goiano, marcada por favorecimentos a familiares, desprezando e deixando a ver navios milhares de pais de família que até hoje anseiam pelos restos que a Prefeitura de Parauapebas lhes deve.

A primeira a sair na frente, sem muito alarde, foi Natália Santos Oliveira, ex-titular da polêmica Secretaria Especial de Governo (Segov), a mesma pasta que, ao ser eleito, Aurélio Goiano prometeu “enterrar a cem metros de fundura”, mas fez exatamente o contrário ao se tornar prefeito de fato e de direito — colocou a raposa no galinheiro ao nomear a própria irmã para lá.

Natália foi exonerada do cargo no dia 6 de janeiro deste ano e no dia 23, apenas duas semanas após, já estava com a conta bufando com R$ 20.452,14. O pagamento da rescisão dela deveria entrar para o Guiness Book, o Livro dos Recordes, dada a rapidez com que foi processado (empenhado, liquidado e pago tudo no mesmo dia).

Indenização – Natália (irmã de Aurélio Goiano)

Por outro lado, cerca de 3 mil servidores temporários, distratados em 31 de dezembro do ano passado, até hoje nunca viram a cor da rescisão e sequer têm notícias dela.

‘Chata de galocha’

Quando o assunto é rescisão, ninguém ganha daquela que se acha a toda-poderosa em Parauapebas: ela mesma, a mulher de Aurélio Goiano, Beatriz Barbosa, chamada nas ruas e nas redes sociais de “a chata de galocha” dada a impopularidade.

Indenização – Beatriz (mulher de Aurélio Goiano)

Muito criticada à frente da pasta e sem qualquer legado de repercussão, a não ser ter trocado o nome de um equipamento público em absurdo personalismo da coisa pública (quem não se lembra da presepada da tal “Casa de Mainha”?), a ex-chefe da Secretaria Municipal da Mulher (Semmu) foi exonerada do cargo no dia 11 de fevereiro, mas uma semana depois, no dia 19, o empenho de sua rescisão de R$ 135.706,79 já estava pronto.

O empenho, aliás, foi liquidado no dia 23 e, quatro dias mais tarde, no dia 27 de fevereiro, R$ 135.706,79 bateram na porta de Beatriz. Com esse valor, se fosse um gestor minimamente responsável e preocupado com as necessidades da população, Aurélio Goiano poderia ter pago a rescisão de 50 pais e mães de família que ocupavam funções elementares na Administração Municipal, como auxiliares de serviços gerais, merendeiras e vigias.

A maior parte desses profissionais, que encerraram contrato — e não retornaram — em 31 de dezembro, segue de mãos abanando, à espera de um milagre. Muitos estão até passando necessidade, dando volume às estatísticas de vulnerabilidade social e pobreza, que dispararam após a chegada de Aurélio Goiano e sua devastadora “equipe técnica” ao poder.

Mas quem não faz parte da família ou, no mínimo, da panelinha do “Doido”, e se não estiver ajudando a “enterrar a cem metros de fundura” Parauapebas, não terá vez na ordem dos pagamentos. Com Aurélio e sua trupe, tudo funciona à base do “farinha pouca, meu pirão primeiro”. E viva o Brasil.