Outrora 1º lugar na balança comercial, Capital do Minério desabou este ano para 10ª posição, atrás de Canaã dos Carajás (4ª) e Marabá (7ª). Coincidentemente, piora da economia local ocorre enquanto Terra Prometida e Capital do Cobre bombam em royalties como nunca. Mais coincidência ainda é que desastre de Parauapebas ocorre após falas de Aurélio Goiano atacando Vale em Belém, durante COP 30, aquele inesquecível evento em que prefeito envergonhou a cidade em nível mundial
Já dizia a vovó: “quem conversa demais dá ‘bom dia’ a cavalo”. Sábias palavras. E o prefeito Aurélio Goiano, autodenominado “Doido”, que saiu de Parauapebas e foi contar impropérios sobre a mineradora multinacional Vale em Belém, durante a COP 30, agora vê o município despencar na balança comercial como nunca.
De acordo com dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Capital do Minério teve o pior abril desde 2008. Foram exportados 289,05 milhões de dólares no mês passado, e a última vez em que se viu um abril tão fraquinho foi há 16 anos, quando o município cravou 104,62 milhões de dólares na balança comercial — o que, entretanto, era uma fortuna para aqueles tempos.
Os melhores meses de abril foram registrados em 2011, com 911,55 milhões de dólares exportados em commodities, majoritariamente minério de ferro extraído pela Vale, e em 2021, com 903,2 milhões de dólares, mediante o auge da cotação do ferro no mercado internacional.
As sucessivas quedas de produção da Vale, que tem pisado no freio de produção na Serra Norte de Carajás, em Parauapebas, para priorizar a Serra Sul, em Canaã dos Carajás, já eram esperadas desde 2014, quando a mineradora começou a tirar a mina de S11D do papel, mas nenhum político local de ocasião quis encarar a realidade. Canaã dos Carajás iria ultrapassar Parauapebas em produção, exportação e recolhimento de royalties e impostos associados à mineração. Tudo isso aconteceu em 2025, e a virada é um ponto sem retorno.
Era uma vez o 1º lugar
Parauapebas entrou em estado de ruínas na balança comercial. A Capital do Minério deixou de ser uma outrora 1º lugar na balança nacional para ocupar, atualmente, a 10ª posição, perdendo para Canaã dos Carajás (4ª) e Marabá (7ª). Marabá é o município brasileiro que mais subiu posições na balança desde 2025, enquanto Parauapebas é o que mais caiu.
Para piorar, o tombo na balança em abril sinaliza outro péssimo prognóstico: os royalties de mineração que serão pagos em junho continuarão a ser um fiasco. Com menos dinheiro entrando em caixa, as contas públicas ficam pressionadas, especialmente porque o governo de Aurélio Goiano é craque em armar contratos eivados de irregularidades e consumir milhões em recursos públicos sem transparência e qualquer explicação, sendo “condecorado” com premiações de transparência fakes, por “parceiros” que fingem não ver os desmandos da gestão.
Enquanto isso, Parauapebas segue sendo enterrada “a cem metros de fundura”, inclusive nos indicadores econômicos que outrora foram motivo de orgulho para a município. Essa é mais uma habilidade e competência para o currículo da trágica “equipe técnica”, provavelmente a pior e mais sinistra que já passou pela Capital do Minério e que reflete o que a população chama nas ruas, em tom de deboche, de “desgoverno”.