Parauapebas

Governo Aurélio Goiano tenta dar golpe na Vale após sumir com R$ 875 milhões dos royalties

Afundada “equipe técnica” do “Doido” deveria fazer prestação de contas à população do que foi feito com a Cfem, que totaliza R$ 875 milhões desde janeiro de 2025. Sabe-se que recursos foram usados para bancar compras diretas e sustentar contratos com forasteiros, trazendo quebradeira à cidade. Agora, prefeito anda desesperado querendo atacar a Vale, inclusive criando taxação sobre atividade mineradora, o que pode levar multinacional a correr do município. Aguenta mais essa, Parauapebas!

O desejo bestial e sem limites do prefeito Aurélio Goiano em afrontar a mineradora Vale pode atrapalhar ainda mais a permanência da multinacional no município. A empresa tem reduzido ano a ano sua produção na Serra Norte de Carajás, em Parauapebas, para, propositalmente, aumentar na Serra Sul, em Canaã dos Carajás, onde o minério tem pureza maior, reservas mais potentes, horizonte de exaustão mais longo e custo-benefício de extração imensamente mais atrativo.

Em Parauapebas, a Vale depende de licenças ambientais para tocar os projetos de N1, N2 e N3, minas de reposição que juntas jamais serão equivalentes a um quarto do que é N4 sozinha atualmente. Até 2035, N4 deve pendurar as chuteiras, e para a Vale sobreviver aqui no município os outros “enes” precisam começar a funcionar o quanto antes. Hoje, a mineradora contribui em Parauapebas com R$ 1 bilhão por ano apenas em massa salarial, e tudo isso pode virar memórias.

Ao fazer investida contra a empresa em um cenário de dificuldades para ela se manter operacional no município, tendo em vista outras prioridades na região, o desprestigiado prefeito Aurélio Goiano força a multinacional a desinvestir em Parauapebas, acelerando o processo de retração produtiva. 

Por consequência, e devido a seu comportamento megalomaníaco, o autointitulado “Doido” pode nem ver sua sem rumo taxa mineral e ainda arrebentar com ganhos da tradicional Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), que de agora por diante vai diminuir até estacionar na casa de R$ 20 milhões mensais nos próximos dois anos.

Despreparado e mal assessorado, ao tentar taxar a Vale e outras mineradoras que operam no município, Aurélio Goiano mira fazer o mesmo caminho de, pelo menos, oito municípios paraenses que, no entanto, nada conseguiram com a medida. A gestão preguiçosa dele insiste em criar cortinas de fumaça para não entregar obras e serviços básicos à população por pura incompetência.

R$ 875 milhões desapareceram

Marabá, Curionópolis, Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Itaituba, Oriximiná, Terra Santa e Primavera até quiseram arrancar dinheiro das mineradoras, mas nada saiu como o esperado. São Félix do Xingu, aliás, chegou ao delírio de achar que arrecadaria apenas com a taxa mineral dez vezes mais que a atual receita municipal. Resultado: o tiro saiu pela culatra.

Por aqui, o ‘Doido” e sua deprimente “equipe técnica” ambicionam levar a Vale à falência, como se os recursos da Cfem de Parauapebas, mesmo em queda, fossem pouco para fazer frente às necessidades mais básicas do município de 315 mil habitantes.

Desde que se tornou prefeito, Aurélio Goiano já viu entrar nos cofres da Prefeitura de Parauapebas R$ 874,96 milhões em royalties de mineração. Ele, contudo, não consegue detalhar minimamente o que foi feito com esse recurso, uma vez que, sob sua gestão, a cidade enfrenta crise e caos sem precedentes nas áreas de infraestrutura, saúde e educação.

A culpa da má gestão de Parauapebas não é, assim, da Vale ou dos impostos e compensações que a mineradora paga por força de lei — mas vêm diminuindo. Não adianta tentar arrancar dinheiro na marra das empresas que operam no município para sustentar o alto custo de uma máquina pública inchada, perdida e à beira do precipício. O problema de Parauapebas é e sempre foi administrativo. E agora, com o “Doido” no poder, há novos agravantes: os distúrbios são também de ordem moral, legal e psiquiátrica.