Parauapebas

7.000 m2 de ‘fundura’: buraqueira deixada por Aurélio Goiano engoliria campo do Rosenão

Parece o “Zorra Total”, mas é Parauapebas com seu enredo — que seria cômico não fosse trágico — dos buracos do “Doido”, os quais já levaram 163 pessoas à internação desde o ano passado, revela o Ministério da Saúde. Enquanto isso, “desgoverno” já torrou R$ 190 milhões sem, todavia, demonstrar onde foram aplicados para melhorar a vida da população. Portal Notícias de Parauapebas mapeou buracos e concluiu que extensão de crateras daria para afundar até 20 mansões do prefeito preguiça

A extensão dos buracos existentes hoje em Parauapebas é tão chocante que, olhando a cidade de cima, o cenário mais parece cratera lunar. A buraqueira deixada pela gestão preguiçosa e incompetente de Aurélio Goiano é letal e levou vereadores de oposição a tentarem abrir Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os milhões gastos com infraestrutura urbana. 

Em 2025, o precário governo do autoproclamado “Doido” torrou, segundo o Portal da Transparência, R$ 126,056 milhões com o que diz ser abertura, recuperação, manutenção e pavimentação de vias urbanas, além de R$ 106 mil em construção, recuperação e reforma de pontes na cidade. Isso nem de longe inclui os R$ 47,111 milhões consumidos em drenagem urbana na área de influência do Prosap. Foram embora R$ 173,267 milhões em infraestrutura no ano passado.

Este ano, já são R$ 9,8 milhões gastos em manutenção e pavimentação de vias da cidade, além de R$ 4,768 milhões no âmbito do Prosap. Ao todo, quase R$ 190 milhões já foram gastos com infraestrutura — e a conta não inclui a lavagem de dinheiro na zona rural —, mas a população de Parauapebas não viu um centavo sequer dessa montanha de recursos em benfeitorias. Pelo contrário, a buraqueira disseminada na cidade é motivo de piada e, ao mesmo tempo, revolta diária.

Dimensão do prejuízo

O portal Notícias de Parauapebas resolveu calcular a extensão dos buracos com base em imagens de satélite, de drones e de inteligência artificial. A cidade tem 736 ruas e logradouros assemelhados, como avenidas e travessas, bem como rodovias cortando o perímetro urbano. 

Em ao menos 85% das vias há buraco, independentemente da profundidade, com no mínimo 30 centímetros nos quatro lados. No Bairro Cidade Jardim, 100% das 165 vias têm algum buraco, enquanto no Nova Carajás, das 71 ruas, 96% estão esburacadas. Tem rua com dois, três, quatro, cinco, dez buracos graúdos. Em alguns casos, há crateras com 9 metros quadrados, um verdadeiro piscinão a céu aberto — para desespero do cidadão, principalmente de condutores.

O resultado disso é uma cidade com aproximadamente 2 mil buracos numa extensão que totaliza 7 mil metros quadrados, o que daria para engolir um campo de futebol do tamanho do Rosenão, o estádio municipal. Essa buraqueira toda em uma cidade como Curionópolis, de menor porte, equivale a colocar um bairro inteiro abaixo do solo. Vale destacar que, segundo o Cadastro Único, 16.200 parauapebenses ainda moram em ruas de chão batido.

Enquanto o governo do “Doido” gastou R$ 603 por morador a pretexto de investir em infraestrutura urbana, mas sumiu com o dinheiro, Parauapebas presenteia seus cidadãos com ao menos um buraco para brindar cada grupo de 150 habitantes. Neste momento da história, é a cidade mais esburacada do Pará. E, de acordo com o Ministério da Saúde, é a terceira mais perigosa para circular, com 163 pessoas hospitalizadas desde o ano passado por se acidentarem em crateras urbanas.

Mas Aurélio Goiano avisou que era doido e, entre uma fala controversa e outra, prometeu enterrar a Secretaria Especial de Governo (Segov) “a cem metros de fundura”. Ele certamente se confundiu na proposta de sepultamento: a Segov ele não enterrou, mas entregou a sua igualmente incompetente irmã, Natália Oliveira, aquela mesma que recebeu rescisão na velocidade da luz.

A bem da verdade, a cem metros de fundura quem está sendo enterrada é a cidade de Parauapebas, que sucumbe a 2 mil crateras, de tamanhos variados, enquanto o dinheiro para tapá-las vai sumindo do mapa e intrigando a população, que clama, reclama, cai, se acidenta, chora e morre. E tudo fica por isso mesmo.