Xexelenta equipe nada técnica de Aurélio Goiano não dá conta de iniciar, prosseguir e concluir uma única licitação regular e, por isso, apela para atos desesperados, como dispensas de licitação, inexigibilidades e caronas em atas de registro de preços de terceiros. Fome por dinheiro público é tamanha que gestão segue direcionando milhões de reais a forasteiros. Na Semsa, um dos contratos suspeitos é com empresa que tem sede lá no norte de Minas Gerais
Dispensas de licitação, caronas, inexigibilidades. Essas modalidades de compra e contratação de produtos e serviços, que deveriam ser mera exceção na Administração Pública, tornaram-se regra e prática cotidiana na Prefeitura de Parauapebas desde que a incapaz “equipe técnica” do prefeito Aurélio Goiano assumiu o poder.
Sem conseguir iniciar, encaminhar e concluir um único processo licitatório decente sequer, o autoproclamado “Doido” e sua infrutífera trupe já torraram mais de R$ 500 milhões em pagamentos cujas contratações dispensaram ou inexigiram o rito formal da licitação. Mas tanto dinheiro torrado assim não iria passar despercebido.
Nesta terça-feira (26), a vereadora Maquivalda Barros (PDT) está indo com tudo para cima do que a população convencionou a chamar de “desgoverno”. Ela está com, pelo menos, três requerimentos no gatilho que exigem satisfação sobre a farra com o dinheiro público.
Inexigibilidade
Por meio do Requerimento nº 216/2026, Maquivalda quer entender o rolo firmado entre a “equipe técnica” da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e a Associação Habitacional Brasileira de Moradia para consumir R$ 11,252 milhões via inexigibilidade de licitação. A tal “associação” é uma forasteira de Goiânia (GO).
A justificativa da Prefeitura de Parauapebas para a gastança é uma suposta prestação de serviços voltados à regularização fundiária nos bairros Altamira, Novo Horizonte e Novo Brasil. Um contrato — de nº 20260522 — foi firmado sem alarde no último dia 7 e tem validade até 7 de maio de 2027.
O ponto central do requerimento parlamentar gira em torno da cópia integral do contrato, incluindo anexos, cronogramas de execução, plano de trabalho, especificações técnicas e demais documentos vinculados. “A ausência de publicidade integral do procedimento compromete a transparência, o controle social e a fiscalização dos atos administrativos, especialmente considerando o elevado valor da contratação e a relevância social do objeto contratado”, esclarece Maquivalda.
Pegando carona
No Requerimento nº 227/2026, a vereadora busca detalhes da tramoia feita entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a empresa Pasma Engenharia Ltda, uma forasteira com sede no pequeno e pacato município de Salinas (MG).
Decorrente de uma ata de registro de preços, o contrato com a forasteira prevê prestação de serviços de manutenção preventiva e corretiva de sistemas de climatização, incluindo fornecimento de peças, instalação, desinstalação e recarga de gás, destinados ao atendimento da rede municipal de saúde.
Mas por que buscar um prestador de serviços a mais de 2 mil quilômetros de Parauapebas? O portal Notícias de Parauapebas apurou que, este ano, a Pasma já embolsou R$ 1,49 milhão da Semsa desde 24 de abril. Ainda assim, o contrato padece da transparência necessária.
“Os dados evidenciam operacionalização do contrato e significativa movimentação financeira de recursos públicos, reforçando a necessidade de ampla transparência, publicidade e disponibilização integral da documentação pertinente à contratação e à execução contratual”, explica a vereadora Maquivalda Barros.
Dispensas a rodo
Já no Requerimento nº 228/2026, Maquivalda aciona a gestão municipal para prestar esclarecimentos sobre a farra de dispensas eletrônicas relacionadas à prestação de serviços de controle de pragas, dedetização, desratização, desinsetização, manutenção e aquisição de centrais de ar-condicionado.
O portal Notícias de Parauapebas identificou incontável número desses serviços, via contratação direta, protagonizados por empresas diversas que atendem as secretarias de Obras (Semob), Habitação (Sehab), Desenvolvimento (Seden) e Fazenda (Sefaz). Os valores pagos vão de R$ 30 mil (Semob) a R$ 60 mil (Sehab). Há ainda diversos contratos de manutenção de ar, cujos montantes somados ultrapassam R$ 300 mil.
Como os cambalachos são muitos, a vereadora Maquivalda está cobrando da “equipe técnica” de Aurélio Goiano a relação completa de todas as dispensas eletrônicas realizadas nos exercícios de 2025 e 2026 relacionadas à prestação de serviços de controle de pragas urbanas, à manutenção de centrais de ar-condicionado e à aquisição, instalação e desinstalação de aparelhos de climatização.
É provável que a gestão de Aurélio Goiano se enrole para dar respostas à parlamentar, mas o risco de os contratos irem parar na justiça é alto. Para piorar, o “Doido” e sua trupe continuam descarregando caçambas de dinheiro em empresas localizadas em outros estados, quebrando o comércio e o setor de serviços de Parauapebas. É uma espécie de desespero para tentar manobrar e esconder os malfeitos dentro do município.