Parauapebas

Em meio à gastança e crise no ‘desgoverno do Doido’, royalties viram fumaça em junho

Parauapebas vai receber abaixo de R$ 34 milhões, menos da metade do que a vizinha Canaã dos Carajás vai embolsar, na ordem de quase R$ 72 milhões. Situação é tão feia para a Capital do Minério que já já, em no máximo cinco anos, Marabá — que minera cobre e cuja alíquota é menor que a do ferro — vai deixar Parauapebas comendo farelo. Aurélio Goiano agrava a crise

Crise sem precedentes na educação, crise grave na saúde, crise horrorosa na infraestrutura urbana, crise desmedida na assistência social, crise jurídica no serviço público, crise moral na gestão municipal.

E com Aurélio Goiano e sua descredibilizada “equipe técnica” no poder, as diversas faces de uma crise anunciada se alastrou também para o recolhimento dos royalties de mineração, receita muito popular que fez a fama de Parauapebas como município rico economicamente e pujante financeiramente.

Nesta terça-feira (9), a Agência Nacional de Mineração (ANM) liberou a cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) que a Capital do Minério vai receber este mês, e o valor é o menor desde junho de 2017: serão “apenas” R$ 33,692 milhões, menos da metade dos R$ 71,593 milhões que serão embolsados pela Prefeitura de Canaã dos Carajás e pouco acima dos R$ 20,126 milhões da Prefeitura de Marabá. O montante ainda não foi creditado.

A gestão de Aurélio Goiano — que a população chama nas ruas de “desgoverno do prefeito de um mandato só” — é tão despreparada que até hoje não sabia quanto vai receber em royalties este mês para planejar e direcionar os recursos públicos. E quem paga o pato é a população.

Mera coincidência ou malversação?

A decadência do recolhimento da Cfem coincide com a decadência da administração de Aurélio Goiano, e a crise só vai agravar. Parauapebas ainda não chegou ao fundo do poço. Ainda não.

A gestão do autodenominado “Doido” está afundando o município lentamente, e o resultado são paralisação na educação, demissão em massa de trabalhadores da administração pública por falta de planejamento, saúde em colapso, placas de “vende-se” e “aluga-se” de maneira recorde, retração no comércio e uma população revoltada como nunca antes.

Aurélio Goiano e seu secretariado incompetente e sem credibilidade estão enterrando a “cem metros de fundura” as finanças públicas, depois de já terem consumido R$ 3,5 bilhões desde 2025 sem mostrar qualquer resultado relevante à população, a não ser colecionar intrigas, polêmicas e contratos suspeitíssimos, que estão na mira do Ministério Público e do Poder Judiciário.

A outrora pujante Parauapebas agora está agonizando, sob os escombros de uma prometida, ainda assim leviana, “reconstrução” para inglês ver. Mas, quando em campanha, Aurélio Goiano avisou que era “doido”. E nisso — muito embora minta bastante, tenha problemas em sustentar compromissos e honrar palavra — ele não enganou a ninguém.

HISTÓRICO DOS ROYALTIES DE PARAUAPEBAS EM JUNHO

2018 — R$ 36.110.353,01

2019 — R$ 132.291.402,80

2020 — R$ 37.537.682,13

2021 — R$ 114.109.667,37

2022 — R$ 62.387.119,43

2024 — R$ 41.473.010,35

2025 — R$ 46.801.463,89

2026 — R$ 33.691.851,16