Parauapebas

Desgoverno gera ebulição em Parauapebas, e base do ‘Doido’ na Câmara fica acuada

Governo de Aurélio Goiano deu chá de sumiço em mais de R$ 3,2 bilhões em apenas um ano e quatro meses, o suficiente para asfaltar com ouro e cristais todas as ruas da cidade. Porém, o que se vê é a proliferação de buracos que já derrubaram, aleijaram e até mataram cidadãos, trabalhadores, pais de família. E tudo fica por isso mesmo, enquanto vereadores puxa-saco do prefeito tentam tapar sol com peneira, trazendo discursos vazios e defesas que viram críticas nas redes sociais, a exemplo do líder de governo, que ganhou secretaria por lançar blá-blá-blá

A sessão da Câmara de Parauapebas na última quinta-feira (23) foi histórica dada a quantidade de mazelas do município apresentadas pelos vereadores, tanto da oposição quanto da base de sustentação de Aurélio Goiano, prefeito que se intitula como “Doido”.

Os parlamentares denunciaram a bagunça na saúde, na educação e, principalmente, na infraestrutura urbana, e os poucos da base que não se omitiram para não contrariar as ordens do “Doido” acabaram confirmando, de forma subliminar e constrangedora, que a “Capital do Minério” enfrenta um inferno astral como nunca antes.

Enquanto vereadores apresentavam suas toneladas de proposições que não são ou serão executadas pelo chefe do Executivo municipal ou seu secretariado capenga, a população fechava as ruas no Bairro Nova Carajás em razão da quantidade de buracos nas vias. 

Em meio à manifestação, o influencer Jakson Lima — ferrenho opositor de Aurélio Goiano e suas mazelas — acabou detido pela Polícia Militar por apenas protestar contra a desordem e o caos patrocinados pelo que a população chama de “desgoverno”. A detenção surreal e ilegal de Jackson teria partido do clã do prefeito, em perseguição ao influencer mais popular das redes sociais da cidade atualmente.

De volta à sessão, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) está em vias de ser iniciada para convocar o prefeito a prestar esclarecimentos sobre a situação deprimente em que se encontra Parauapebas. Os vereadores Maquivalda Barros, Zé do Bode, Fred Sanção, Érica Ribeiro e Anderson Moratório assinaram a abertura da CPI, que ficou pendente de apenas mais uma assinatura para enquadrar o “Doido”. 

No entanto, os vereadores da base — coniventes com o “plano” de destruição do município em curso — evitaram assinar para não se indispor com Aurélio Goiano e, assim, acabarem perdendo a mamata que eles mantêm na Prefeitura de Parauapebas, com pastas de porteira fechada, indicação de servidores contratados e comissionados e sabe-se lá mais o quê.

Cassação de Aurélio sai ou não sai?

A atual configuração da Câmara de Parauapebas é considerada a pior de todos os tempos, com vários parlamentares dando milho aos pombos enquanto a pujante Capital do Minério vai à falência, de forma agonizante. Parauapebas perde receita, mas as perdas de vida pelo descaso da gestão pública não têm preço.

Por outro lado, vereadores da base de sustentação do “Doido” têm a oportunidade de entrar para história, cassando o mandato dele, que já demonstrou não ter competência política, técnica ou administrativa para continuar gerindo o município. 

A decisão de afastar Aurélio do cargo é medida acertada e urgente, e os parlamentares atuais têm a chance de ouro de fazer a vontade da população, que se revolta diariamente contra os desmandos da gestão, a ponto de o prefeito, eleito com 92 mil votos, hoje ser rejeitado por mais de 70% da população, a mais alta taxa da história na política local.

A quantidade de eleitores que se dizem arrependidos é alarmante e denota que Parauapebas já se cansou da incompetente “equipe técnica” e até da turma de puxa-saco do prefeito — inclusive dos vereadores marionetes, que já não conseguem mais defender o indefensável. 

Sob comando do intrépido Aurélio Goiano, a Prefeitura de Parauapebas já consumiu, de forma aterrorizante, R$ 3,2 bilhões sem que nada de relevante tenha mostrado à sociedade. Todos os serviços públicos, na avaliação da população, foram precarizados e ficaram em estado catatônico, estando hoje pior que na gestão passada.

A sensação nas ruas é de que o governo desgovernado de Aurélio Goiano já acabou antes mesmo de começar, e se os representantes do povo não começarem a reagir, o prefeito e sua desastrosa equipe poderão acabar enterrando uma cidade inteira “a cem metros de fundura”, inclusive sepultando o mandato de seus aliados.